[Doryanne]


Thursday, January 25, 2007
Back

voltei.

Com poemas meus

Aqui:

http://doryanne.blog.simplesnet.pt/


Posted at 6:59 pm by doryanne
Deixa o teu olhar  




Monday, July 10, 2006
Hiatus

Olá a todos!

Venho aqui apenas para não pensarem que deixei o blog ao abandono sem deixar nenhuma justificação.
O que acontece, e quem lê os meus outros blogs sabe do que falo, é que cada vez tenho menos tempo para eles. Comprei casa e essa agora é a prioridade, tratar disto e de mais aquilo, pinturas, mobílias e etc para além de papeladas.
Este blog fica assim por aqui, por equanto. Talvez um dia eu volte. Por enquanto só o
Fragmentos da Lua, vai continuar, embora também com actualizações somente quando tenha um poquito de tempo.

Até um dia.

Beijos com carinho*


Posted at 8:50 am by doryanne
Olhares (5)  




Wednesday, May 31, 2006
Diário da tua ausência

Olá a todos!

Queria pedir desculpa pela ausência mas o tempo não tem sido muito. De qualquer modo venho-vos dizer que vou ter uns diazitos de férias e sendo assim vou estar mais uns tempos ausente do blog.

"Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele possível. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver."

Margarida Rebelo Pinto

 

Queria também dizer-vos que tenho uma amiga que faz, porta-chaves, pregadeiras, bolsinhas. São pequenos, engraçados e têem um preço acessivel, sendo assim deixo-vos aqui o endereço onde poderão ver e encomendar alguns dos seus trabalhos. Visitem, não se vão arrepender: Clauduxa Serimar

Por agora é tudo.
Beijokas e até breve...**


Posted at 7:48 am by doryanne
Olhares (10)  




Tuesday, May 09, 2006
O Principezinho

    Olá a todos!
    Continuando na saga de livros para os mais novos, que trazem muitas lições também para os mais graúdos; hoje deixo aqui um trecho do principezinho.
   Quem nunca leu este livro ou quem nunca se emocionou ou ficou a pensar nalguma das suas partes?...


...E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
- Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exactamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... Se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me! ... 

Antoine de Saint Exuperry

Beijinhos a todos e continuação de uma boa semana*!


Posted at 7:35 am by doryanne
Olhares (15)  




Tuesday, May 02, 2006
A Menina Do Mar

Olá a todos. Espero que tenham tido um excelente fim de semana e feriado. Hoje deixo aqui um excerto dum conto para crianças da minha poeta preferida que julgo que muitos adultos também deveriam ler... Smile

 

[...]

No dia seguinte, logo de manhã. o rapaz foi ao seu jardim e colheu uma rosa encarnada muito perfumada. Foi para a praia e procurou o lugar da véspera.
- Bom dia, bom dia, bom dia - disseram a Menina, o polvo, o caranguejo e o peixe.
- Bom dia - disse o rapaz. E ajoelhou-se na água, frente da Menina do Mar.
- Trago-te aqui uma flor da terra - disse; chama-se uma rosa.
- É linda, é linda - disse a Menina do Mar, dando palmas de alegria e correndo e saltando em roda da rosa.
- Respira o seu cheiro para veres como é perfumada.
A Menina pôs a sua cabeça dentro do cálice da rosa e respirou longamente. Depois levantou a cabeça e disse suspirando:
- É um perfume maravilhoso. No mar não há nenhum perfume assim. Mas estou tonta e até um bocadinho triste. As coisas da terra são esquisitas. São diferentes das coisas do mar. No mar há monstros e perigos, mas as coisas são alegres. Na terra há tristeza dentro das coisas bonitas.
- Isso é por causa da saudade - disse o rapaz.
- Mas o que é a saudade? - Perguntou a Menina do Mar.
- A saudade é a tristeza que fica em nós quando as coisas de que gostamos se vão embora.
- Ai! - Suspirou a Menina do Mar olhando para a terra. Por que é que me mostraste a rosa? Agora estou com vontade de chorar.

[...]

Sophia M. Breyner in A Menina do Mar

Beijos a todos e bom resto de semana*


Posted at 7:38 am by doryanne
Olhares (10)  




Monday, April 24, 2006
O Guarda da Praia

Depois do jantar, sentou-se comodamente no parapeito da cozinha, de pernas a abanar sobre o terraço, enquanto eu lavava os pratos.

- Cento e vinte e seis - ouvi-o dizer.

- È o teu número da sorte? Perguntei-lhe...

- Que é que tu estavas a contar, diz lá!

- As estrelas que se vêem daqui quando não há nuvens. São cento e vinte seis.     

Parei a olhá-lo. Um raio fugido do lado mais branco da Lua pousava-lhe sobre o cabelo, dourando-o...

- Este lugar é o melhor do mundo para se verem estrelas 

- Comentou, absolutamente convicto.

 - Eu sei que há um lugar na América, que até apareceu na televisão, onde puseram um tubo gigante com uma lente especial para ver as estrelas por dentro e por fora, mas, como eu não posso lá ir, tenho de treinar os olhos...

- É que nunca tenho muito sono e além disso, a olhar lá para cima podem-se imaginar muitas coisas...

 Uma vez imaginei que havia uma mulher muito branca naquela estrela, que me ia convidar a subir para a estrela onde ela mora e depois era tudo muito mais simples.

Não percebi do que falava

- O que era mais simples, Dunas?

- Ora, vigiar a minha praia. Lá de cima era canja. Via tudo, como aqueles pássaros enormes que têm unhas em forma de bico.

Na verdade Dunas não sei o que vais fazer assim de tão especial á praia...

eu percebo que gostes muito de mergulhar... e também já percebi que não gostas que poluam a areia nem a água. Só acho que é um bocado demais. 

Eu tenho de guardar a praia, é lá que está a... 

- E desatou num choro convulsivo que abafou por completo o rugir das ondas contra o pontão.

- Pronto Luís não chores mais. Eu só queria que soubesses que admiro muito o teu amor pela tua mãe... É maior do que as estrelas maiores que vês no céu, é...

Subitamente, respirou fundo ergueu a cabeça do meu ombro. Depois olhou a praia e suspirou:

- Se eu soubesse onde ela está mesmo...

Maria Teresa Maia Gonzalez in "O Guarda da Praia"

Espero que tenham tido um excelente Fim-de-Semana!
Bom Feriado e bom resto de semana! Beijos a todos*


Posted at 1:04 pm by doryanne
Olhares (12)  




Thursday, April 20, 2006
Refúgio dos Sonhos

"Costumava dizer ao seu fiel amigo, (...), que a sua memória era como a barriga do navio onde se conheceram, vasta e sombria, repleta de caixotes, de barris e de sacos onde se acumulavam os acontecimentos de toda a sua existência.

 Acordada, não era fácil encontrar alguma coisa naquela imensa desordem, mas adormecida, conseguia sempre fazê-lo, tal como Mama Fresia lhe ensinara nas noites doces da sua infância, quando os contornos da realidade eram apenas um traço fino de tinta pálida.


Entrava no local dos sonhos por um caminho muitas vezes percorrido, e regressava com grandes precauções,para que as ténues visões não se despedaçassem contra a luz áspera da consciência."

Isabel Allende in Filha da Fortuna
 

Posted at 8:21 am by doryanne
Olhares (9)  




Monday, April 17, 2006
Fazes-me falta...

 

Trago-te no riso enterrado, nas lágrimas que me lançaste, escadas de incêndio para a sabedoria da felicidade, na pele escaldada pelo brilho da noite, depois do mar.

Vejo o vento, atiçando a alma das árvores, empurrando nuvens, lavando o céu - mas não o sinto. Tu encolhes o pescoço no casaco para te defenderes dele. Se ao menos eu pudesse dominá-lo, por um segundo que fosse, dar-lhe a forma dos meus dedos mortos e acariciar-te lentamente esses fios brancos, desordenados. Persigo-te para que o tempo exista. Porque andas, e olhas o céu, e o encontras às vezes negro, ou cintilando como um escuro mar de jóias, ou chuvoso, ou ressequido de sol, sei que os dias passam.

Mas sei cada vez menos. De repente, o passo torna-se-te elástico e és o meu primeiro namorado, de rabo de cavalo, procurando constelações novas num firmamento longínquo. Não consigo ver os contornos desse rapaz no tempo do meu amor por ele, de cabelo curto, e sempre vestido de preto. Mas acontece-me uma vertigem instantânea sobre os corpos amados, acontece-me ter-te diante de mim com o olhar, o gesto, o passo de outros que amei de outras maneiras. Ah, se esta vertigem me tivesse sido dada em vida, até onde eu poderia ter ido. Abre um livro, por favor.

Abre-me The End of the Affair do Graham Greene e lê-me aquela passagem em que os dois amantes se afastam depois do primeiro reencontro. Maurice larga a mão de Sarah e caminha para longe, sem virar a cabeça, como se tudo o que há de importante no mundo estivesse nesse outro lugar, inexistente, para onde os seus passes se dirigem. Mas Sarah tosse, e para combater o som cavo dessa tosse repetida ele tenta imaginar uma melodia que pudesse assobiar, mas não consegue. 'l have no ear for music', pensa Maurice, penso eu, agora, à beira das lágrimas que rodam por ti no gira-discos-compactos. 'People can love without seeing each other, can't they', perguntava Sarah, depois de ter desistido de ti para te salvar. Ou de Maurice, é a mesma coisa.

Podemos amar no escuro, sim, podemos amar na luz sonâmbulo da ausência, podemos tanto que inventávamos Deus. Tu dizias que Deus era o teu personagem de ficção favorito. Mas não querias entender que os personagens de ficção existem tanto como tu. Às vezes, muitas vezes, existem mais do que tu. Lê-me o fim da Ressurreição do Tolstoi, diz-me que a Maslova voltou a ser Katiucha, de vestido branco com uma fita azul, entre círios, na noite ardente dessa missa de Páscoa em que Nekliudov a amou na sua inamovível eternidade.

Lê-me os textos dessa Maria Zambrano que eu te ensinei a amar, diz-me que 'O coração é o vaso da dor' e entorna o teu sangue no meu coração morto que não consegue morrer. Ainda não aprendeste tudo, demorado amigo. Ainda não aprendeste a matar-me. Os outros arrumaram-me no cemitério luminoso dos telejornais, com loas à minha dignidade. Que a Fama lhes seja leve - cá estarei para lhes perdoar em paz esse minuto de glória. Fica tão bem no écran, a pena dos mortos. Porém, no fim desse breve espaço publicitário a que chama vida, todos virão aqui parar. O microfone em torno de ti: 'Sei que é um momento difícil, mas disseram me que era um dos seus melhores amigos'. Confirmaste: 'É por isso mesmo que não falo dela. Continuarei apenas a falar com ela'.

Inês Pedrosa in "Fazes-me Falta"

Espero que tenham tido uma excelente Páscoa e tão feliz quanto a minha! Beijos com carinho e boa semana!


Posted at 7:54 am by doryanne
Olhares (9)  




Wednesday, April 12, 2006
Vai aonde te leva o Coração

(...) Quando te sentires perdida, confusa, pensa nas árvores, lembra-te da forma como crescem.
Lembra-te que uma árvore com muita ramagem e poucas raízes é derrubada à primeira rajada de vento, e que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raízes e pouca ramagem…
As raízes e os ramos devem crescer de igual modo.
E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera.

Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar.
Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração.
Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar.'

Segue o teu coração, onde ele estiver, estará o teu tesouro.

Susana Tamaro, in "Vai Aonde te Leva o Coração"

A todos uma Páscoa Feliz!
Beijos com carinho e até para a semana!
**


Posted at 7:40 am by doryanne
Olhares (7)  




Monday, April 10, 2006
Chegaste... [Ou nunca partiste?]

Porque há pessoas que ficam sempre em nós...
Porque tudo aquilo que é nosso, às nossas mãos acaba por vir parar.
Porque tudo aquilo que é nosso, nunca se vai realmente para sempre...

Chegaste. Eu não te esperava. Contigo trouxeste a ternura, o desejo e, mais tarde, o medo. Chegaste e eu não conhecia essa ternura, esse desejo. Em casa, no meu quarto, neste quarto, revi os teus olhos na memória, a ternura, o desejo. E, depois, aquilo que eu sabia, o medo. E passou tempo. Eu e tu sentimos esse tempo a passar mas, quando nos encontrámos de novo, soubemos que não nos tínhamos separado"

José Luis Peixoto in "Capricórnio a seus Pés"


Posted at 7:47 am by doryanne
Olhares (8)  




Next Page
 

Clique aqui para adicionar aos favoritos



Retira o código do meu Selo



Heterónima de
[MeiaLua]

Visitem Fragmentos da Lua


Visitem a Bruxinha da Lua


Visitem


Giffs By MeiaLua





Direct - Cool without You








 
Arquivo e Amigos
<< December 2009 >>
Sun Mon Tue Wed Thu Fri Sat
 01 02 03 04 05
06 07 08 09 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30 31







 
Contact Me

If you want to be updated on this weblog Enter your email here:



rss feed






Estou no Blog.com.pt